Estilos musicais podem não ser tão simples quanto parecem, existem inúmeros variam entre regiões. Mesmo os mais estranhos e as batidas mais frenéticas não são classificados com bons ou ruins, tudo depende do seu gosto, estilo… o que “te empolga”. Presentear um Reavy Metal com um CD do melhor pagodinho nacional certamente acaba com a amizade, o pagode não é ruim, o metal também não, são estilos, opostos no caso. Abaixo Roger e Rogério, Sertanejo – Villa Country.

estilos musicais - sertanejo

“Um papo sobre estilos musicais” nada mais foi, do que a expressão usada para que possamos lhe explicar um pouco de uma humilde sabedoria sobre estilos musicais. Se você não se encontra no meio daquelas expressões complexas e estranhas batidas com sons que não se decifra qual instrumento produziu? Então siga esta trilha para encontrar seu estilo favorito ou

Nada mais justo que começar apresentando a fonte, a inspiração desta escrita. Diana Goulart é professora de Canto, fonoaudióloga, pesquisadora do canto e palestrante sobre diversos temas ligados à voz e ao canto e para mais informações e detalhes você pode acessar www.dianagoulart.com 

Seresta – pede vozes mais próximas à estética lírica. Uso constante do vibrato (aquele “tremido” na voz). Valoriza-se o “vozeirão”, os arroubos na interpretação. Os finais devem causar impacto, como por exemplo terminar a última frase com uma nota bem longa e bem aguda.

Bossa-nova – é o oposto: procura-se um naturalismo absoluto, vozes coloquiais como numa conversa íntima, às vezes sussurrantes.

Jazz – não há um padrão vocal definido. As vozes podem ser límpidas ou soprosas, roucas ou cristalinas, com muita ou com pouca intensidade. Uso controlado do vibrato para dar expressividade a alguns trechos. É fundamental ter domínio do texto musical – compreensão rítmica, melódica e harmônica (ainda que intuitiva). Também é importante ter capacidade de improvisação.

Blues – a voz deve ser mais rouca, passando um sentimento de tristeza, um lamento; usa-se muito portamento (o cantor “arrasta” uma nota para cima ou para baixo), e é comum usar vibrato nos finais de frases.

Samba
a. Samba-enredo: voz potente, energética, com ataques bruscos (“grito de guerra”), geralmente com algum tipo de rouquidão ou aspereza.
b. Samba urbano: não precisa ser tão energético, mas deve ter vitalidade. Geralmente evita-se uma voz excessivamente “limpa”, cristalina.
c. Samba-canção – pode ter diversas leituras, mais próxima à seresta ou ao jazz. Depende da opção do intérprete e do tipo de arranjo usado.

Bolero – também depende muito da proposta estética de cada cantor; admite ampla escolha de recursos vocais, mas há uma tendência a favor das vozes mais “cheias”. Há uma valorização das regiões mais graves femininas e mais agudas masculinas, sempre com uso do vibrato.

Sertanejo – valorização dos sons agudos, que geralmente são emitidos com bastante volume. A sonoridade da voz pode ser anasalada, metálica. O vibrato é feito com esforço muscular, havendo movimentação visível de pescoço e cabeça.

Pop/rock suave – abrange toda a gama imaginável de tipos vocais. Distingue-se muito mais pela postura estética, pela atitude no palco e pelos arranjos do que por características vocais. Imagem a baixo Katty Perry, uma das divas do Pop Rock em Show no Allianz Parque dia 25 de setembro de 2015.

estilo-pop

Heavy metal – atitude é fundamental. A voz deve ser agressiva, transgressora, gritada. Ao mesmo tempo e paradoxalmente, existe uma valorização dos cantores de rock com treinamento lírico, que atingem notas muito agudas com grande potência e clareza.

E-music – Um dos mais complexos. Visto de fora pode parecer muito complicado e com intermináveis variações de glossários. Entendido em seus detalhes… também. O objetivo não é ser específico, é mais ou menos a mistura de diversos estilos gerando outros novos estilos. As misturas são tantas que neste momento pode estar surgindo alguma vertente do e-music por aí. Exemplos de estilos de e-music já foram citados aqui, são os casos do Ítalo Dance, Minimal e G-House

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